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MOBILIDADE URBANA

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Há algum tempo o excessivo número de veículos nas vias da capital e região metropolitana tem gerado descontentamento da população que, para se deslocar, enfrenta um trânsito caótico em vias esburacadas.

A pavimentação é de grande importância nesse processo e a capital dos porto-alegrenses conta com duas Usinas produtoras de asfalto, uma na zona norte e outra na zona sul, a durabilidade do asfalto deveria ser de pelo menos, uma década. A falta de fiscalização dos materiais empregados no processo e o controle de qualidade tem gerado frequentes gastos e retrabalho desnecessários.

Incluído entre os vilões para os críticos de plantão, os automóveis tem sido apontados como poluentes e os maiores entraves da mobilidade. O setor, um dos maiores contribuintes dos governos Federais, Estaduais e Municipais, representa o termômetro da economia. Isso sem falar que é um dos maiores empregadores de mão de obra qualificada. Meu papel aqui, não é eleger algozes, vale lembrar que, existem inúmeras alternativas que já deveriam ter sido implementadas para absorver o crescimento e proporcionar condições adequadas de trafegabilidade.

A fim de colaborar com as questões relacionadas à mobilidade urbana, elenco algumas sugestões para viabilizar melhorias no trânsito, principalmente o de Porto Alegre.

Existem soluções prontas na cidade que não necessitam de grandes obras ou investimentos, como: abertura seletiva dos corredores de ônibus para táxis, lotações, veículos oficiais e de emergência. A Terceira Perimetral está sempre disponível e seria uma excelente alternativa. Outra dica é a criação e manutenção de áreas públicas de estacionamento, como por exemplo, Cais do Porto, Voluntários da Pátria no entorno da Secretaria de Segurança, EPATUR e Grandes Parques. Mas a grande solução seria administrar o trânsito conurbano. Neste caso, os acessos à capital deveriam ser organizados. Uma solução seria regularizar uma outra saída, que já existe na Free Way via Castelo Branco, antes da ponte, de quem chega para o centro. A utilização das avenidas em frente aos clubes náuticos poderia ser uma alternativa de entrada da cidade. O acesso se daria via passagem, já existente sob a Castelo Branco, com saída direto na Voluntários da Pátria, o que aliviaria a entrada da cidade pela BR116 em direção à Ceará. Outra alternativa seria a inversão temporária de mão, nos horários de pico, no caso da mão contrária ter pouco tráfego.

Em uma metrópole como Porto Alegre, não é difícil encontrar possibilidades que auxiliem a desobstruir o tráfego, como estimular a construção de edifícios garagem, isentando este imóvel de IPTU e ISSQN, com limite de valor/hora cobrado. Outra dica é a construção de estacionamento subterrâneo no Largo Glênio Peres e junto às estações de metrô a serem construídos, bem como outros locais do centro, através do regime Participação Público Privada (PPP).

Exemplos mundiais comprovam que há soluções viáveis. O Japão é um país em que o trânsito em sua capital é bem resolvido. Sessenta por cento de sua população usam o trem como meio de locomoção, sem falar no metrô e nos ônibus que cruzam a cidade com pontualidade de horário. Ocorre que, mesmo somados, os quilômetros de todas as linhas de nossas duas maiores cidades do Brasil (SP e RJ) não chegam a 1/6 da extensão do metrô de Paris, um dos mais eficientes e organizados do mundo. Sem dinheiro para construir um metrô, Bogotá solucionou boa parte de seus problemas viários com a implantação do sistema TransMilênio — diversos corredores para ônibus que cruzam a capital colombiana, numa proposta semelhante à anteriormente adotada em Curitiba. Em Londres, a solução foi criar a “taxa de congestionamento”, um valor em dinheiro cobrado para desestimular os motoristas a irem de carro até o centro. A medida reduziu o tráfego em 30%. Neste sentido, vale lembrar que a mobilidade passa e muito pelo transporte público, e a aquisição do veículo certo, com o conforto apropriado são fatores determinantes. Do que adianta a Carris adquirir este ano, 86 novos ônibus, sedo que nenhum é articulado. Uma viação que atravessa a cidade necessariamente precisa de veículos de grande porte.

Para que o trânsito não engesse é preciso agir urgentemente. A começar pela fiscalização dos trabalhos realizados nas vias, o controle assertivo das compras públicas de veículos e buscar alternativas viáveis para o desenvolvimento da capital.

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